
Nosso cérebro "ferve" até os dez anos de idade e é preciso aproveitar estas oportunidades. Só que o recomendado não é a regra. Confira, neste domingo (20), às 20h30.
Educar é um projeto de longo prazo. Começa muito antes da alfabetização. Primeiro, por obra dos pais. Depois, pelo trabalho de professores. Educação é um excelente investimento. O que se acumula é resgatado com juros depois. Está comprovado que cada ano de estudo representa 10% a mais de renda para o resto da vida. Mas não basta estar em sala de aula.
A ciência já constatou que o nosso cérebro "ferve" até os dez anos de idade. É como um HD limpinho, pronto para receber informações. Os neurônios de uma criança fazem muito mais conexões do que os de um adulto. É preciso aproveitar estas janelas de oportunidade. Uma criança deve estar alfabetizada até no máximo os 8 anos. Só que o recomendado não é a regra. No Programa Internacional de Avaliação de Alunos, o Brasil está entre os 15 piores colocados.
O Globo News Especial preparou uma série de quatro programas. Viajamos para conversar com os envolvidos nesta história. Ouvimos crianças de sotaques diferentes. Que dificuldades elas têm? Com que elas sonham? Mais de 85% das crianças brasileiras estão nas escolas públicas. A situação se inverte no ensino superior: quase 80% dos jovens fazem faculdades privadas.
O importante é chegar ao objetivo com bagagem, com conhecimento, sem pular etapas. Crianças moradoras da Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, que já estavam a um passo de se tornarem analfabetas funcionais, mesmo frequentando escolas, conseguiram aprender a ler e a escrever. Ali, vimos que professor e aluno, quando caminham juntos, podem mudar o retrato da educação.
Alguns países investem muito nos benefícios de uma relação intensa de mães com os filhos. A Suécia, por exemplo, banca licença maternidade de mais de um ano. No Brasil, ela é de, no máximo, seis meses. No Chile, apenas três! Mas um programa chileno tem tido sucesso em ajudar no monitoramento da primeira infância.
Fonte:Globo News